Home Data de criação : 09/08/28 Última atualização : 11/10/17 11:22 / 57 Artigos publicados

Sobre o aborto e as pesquisas com células embrionárias  (K.Stumpf) escrito em sexta 02 julho 2010 17:19

Ao longo da história da humanidade houve centenas de legislações mundias que proibiram a prática do aborto. Nem por isso, as mulheres deixaram de o fazer, quando necessário. Historicamente, o aborto é relatado em antigas civilizações e também em tribos indígenas de todo o mundo.

As sanções acerca da prática abortiva são decorrentes da bíblia, fazendo parte do código moral pregado pelo cristianismo. No entendimento cristão, um embrião já possui alma, e por isso só quem tem o poder de cessar a formação de um feto é Deus.

Apesar desta concepção religiosa, muitos países desenvolvidos, a maioria do continente europeu, superaram as barreiras dogmáticas para legislar a favor do aborto, e consequentemente a favor de milhares de europeias que sofrem com gravidez indesejável ou problemática.

Nos países favoráveis ao aborto, prevaleceu a premissa de que este se trata de um assunto de interesse da saúde pública, e não de interesse religioso. O aborto tratado como questão de saúde pública previne que mulheres procurem por clínicas clandestinas, ou ainda provoquem abortos, que são fatores que causam a morte de muitas mulheres.

Já os países contrários ao aborto, se renderam aos apelos do cristianismo, em especial da igreja Católica, e seguiram a premissa bíblica de que o homem tem que garantir sua descendência. Esta luta antiaborto é realizada de forma estratégica, para manter o esquema patriarcal ensinado na bíblia. Com o avanço das tecnologias reprodutivas e com a independência das mulheres elas se tornaram capazes de garantir sua descendência sem a presença paterna do homem – e isto, digamos, incomoda àqueles que defendem a bíblia. Para a Igreja Católica, por exemplo, o aborto é um caso de excomunhão latae sententiae (automática), e segundo sua doutrina metafísica, a pessoa estaria condenada ao inferno.

Devido ao conservadorismo cristão, os EUA ainda encontram, em alguns de seus Estados, resistência na legalização do aborto. Na América Latina, os movimentos pró-aborto iniciaram recentemente, de maneira tardia em relação aos países desenvolvidos. O Código Penal Brasileiro, em seu artigo 128, prevê dois casos excepcionais, nos quais o aborto pode ser realizado: Aborto necessário, se não houver outro meio de salvar a vida da gestante, e aborto em caso de gravidez decorrente de estupro.

De acordo com dados do Ministério da Saúde do Brasil1, no ano de 2006 foram internadas 220 mil mulheres para realização de curetagens pós-aborto, em razão de complicações causadas por abortamentos espontâneos e inseguros. Em consequência, foram gastos cerca de 33 milhões de reais, somente naquele ano. Ainda, segundo estudos, o aborto é a quarta causa de mortalidade materna2.

Em 1995, na Quarta Conferência Mundial sobre as Mulheres, em um trecho da Declaração de Pequim, formalizada naquele ato, constava:

 (…) estamos convencidos de que o reconhecimento explícito e a reafirmação dos direitos de todas as mulheres de controlar todos os aspectos de sua saúde, em particular sua própria fertilidade, é básico para seu fortalecimento".3

Foi na conferência supracitada que os representantes políticos brasileiros se comprometeram a tratar o aborto como saúde pública, deixando de lado as interpretações religiosas.

Os dados acima revelam a ineficácia da criminalização do aborto no Brasil. É preciso, com urgência, descriminalizar a prática abortiva e dar suporte à hospitais para o atendimento das gestantes, de forma que elas deixem de realizar abortos clandestinamente – o que, de fato, é um risco eminente à saúde da mulher. Devemos abandonar as interpretações religiosas que cercam o tema, para então pensar unicamente na saúde física e psíquica das mulheres. Desde o ano de 2004 elas estão movimentando a campanha pró-aborto, com o lema: Aborto, as mulheres decidem, a sociedade respeita, o Estado garante4.

Para melhor compreensão do fato de haver tanta resistência religiosa acerca da prática abortiva, devemos conhecer a visão metafísica que a doutrina cristã impõe sobre o embrião. Para eles, o embrião possui uma alma. Teologicamente, não há consenso sobre o exato instante em que essa alma é inserida no embrião. A corrente majoritária de cristãos defende que o espírito se une ao embrião no mesmo instante em que o espermatozoide penetra a parede do óvulo, ou seja, na fecundação. Não há qualquer ensinamento bíblico sobre o momento em que a alma se insere ao corpo, portanto, todos os dogmas inerentes ao assunto têm origem na mente de líderes religiosos.

Um dos paradoxos dessa visão religiosa consiste no fato de que 2/3 a ¾ dos óvulos chegam a ser fecundados, mas não conseguem se fixar no útero. A questão é que se foram fecundados, receberam espírito. Então, a perda destes óvulos infertilizados pode ser entendida, de acordo com a ideia cristã, como abortos espontâneos, como milhões de mortes. A dúvida é: Qual o destino das milhares de almas que já estavam inseridas nos óvulos fecundados? Este número de espíritos, inclusive, ultrapassaria milhões de vezes o número de habitantes deste planeta.

Outra questão mal explicada pelo cristianismo é a dos gêmeos monozigóticos (idênticos). Estes são formados por um único espermatozoide, e se dividem em duas células completas, após a fecundação. Faz-se necessário, desta forma, uma explicação teológica convincente acerca de como ocorre a divisão da alma, que se supõe, já estava inserida, pois já havia ocorrido a fecundação. Já nos gêmeos xifópagos (siameses), a célula embrionária não chega a se dividir completamente, resultando na concepção de gêmeos unidos por alguma parte do corpo. Estes últimos possuem apenas uma alma? Ou são como os gêmeos idênticos, possuindo cada um a sua? Creio que não poderiam usufruir de uma única alma, pois resultaria em novo paradoxo para a teologia: A questão do livre arbítrio. Por exemplo, se um dos gêmeos cometesse pecados, o outro seria condenado ao inferno juntamente.

Outra parcela da doutrina cristã defende que a alma se insere no embrião, mas somente atingirá seu estágio padrão quando em conjunto com o cérebro, i.é., após a formação cerebral do bebê. Esta ideia dá a entender que a alma necessita do cérebro para ser completa. Todavia, levanta novas dúvidas, como por exemplo: Após a morte, quando ocorre então a separação da alma não-física do corpo físico, como pode então a alma sofrer com o castigo do inferno ou desfrutar da vida eterna no paraíso sem estar agindo em conjunto com o cérebro?

Sob a ótica científica, nos três primeiros dias de existência, i.é., após a fecundação, um embrião é na verdade um conjunto de células indiferenciadas, que têm potencial para mutações. Este conjunto é denominado blastocisto, e constitui as células-tronco embrionárias. Logo, devemos entender que as células-tronco são extraídas do blastocisto, e não propriamente de um embrião. Para se ter uma ideia, o cérebro de uma mosca é formado de mais de 100 mil blastocistos, e apesar disso, nenhum cristão defende a preservação da vida das moscas – pelo menos até o momento5.

As células-tronco representam para a medicina a esperança de cura para diversas doenças e traumas, visto que elas têm potencial para compor tecidos danificados. Mesmo assim, as pesquisas com células-tronco encontram resistência da moral-religiosa em todo o mundo – esta moral que religiosos conservadores tentam rotular como ética.

Outra questão que fica atrofiada pela religiosidade é a do aborto em casos de anencefalia. A anencefalia é uma patologia letal. Não há qualquer perspectiva devida extra-uterina, nem tratamento paliativo, para um feto com anencefalia. Trata-se da má-formação do tubo neural, ocorrida durante a formação embrionária, e que resulta na ausência de parte do encéfalo e da calota craniana. O diagnóstico se dá a partir da 12ª semana de gestação.

Em 20 de outubro de 2004, foi cassada no STF a liminar que autorizava a interrupção da gestação de fetos anencéfalos e cessava com o trauma das gestantes. Na ocasião, o voto do Ministro Antonio Cezar Peluso foi paradigmático, pois ilustrou o posicionamento da maior parte dos ministros do STF:

A integridade física e biológica da vida intra-uterina também está em jogo. Depois, o sofrimento em si não é alguma coisa que degrade a dignidade humana; é elemento inerente à vida humana. O remorso também é forma de sofrimento… Nem quero discorrer sobre o aspecto moral e ético – não me interessa – de como o sofrimento pode, em certas circunstâncias, até engrandecer pessoas(…) (Peluso, 2004).

 

Não resta dúvidas de que na decisão exposta há forte influência da moral-cristã, presente inclusive na história política e social deste país. No entanto, os nossos juristas esquecem a premissa maior contida na Constituição, de que o Brasil é um Estado-laico, no qual não deve haver intervenção religiosa nas questões do Estado, tampouco em decisões que dizem respeito à coletividade. Mas, obviamente, nossos políticos assumem o poder com suas bases míticas enraizadas, e em decorrência disso acabam por representar interesses de suas comunidades religiosas, quando deveriam representar a sociedade como um todo e privar pelo bem-estar das pessoas, não pela espiritualidade de uns e outros.

Entendo que, para se falar em direito à vida, deve inicialmente haver potencialidade para a vida. Um anencéfalo não tem, pois tal distúrbio é irreversível, sendo que o bebê está condenado a nascer para passar por uma situação agonizante e em breve morrer. Isto, sem considerarmos o sofrimento de uma mãe, e todos os transtornos físicos e psicológicos que enfrenta numa gravidez que não logrará êxito. Entretanto, de acordo com Peluso, o sofrimento pode engrandecer uma pessoa. Isto nos remete à filosofia de Cristo, da angústia e do sofrimento como pressupostos para uma alma enaltecida.

Algumas gestantes chegaram a ingressar judicialmente em busca de autorização para antecipar o parto de feto anencefálico. Aquelas que conseguiram autorização judicial, se depararam com novo impedimento, causado pela intervenção de sacerdotes cristãos que ingressaram com habeas corpus, representando o feto.

Contudo, nem todos os Ministros do STF são contra o aborto. Vejamos um trecho de um voto do Ministro Celso de Mello, contrário ao habeas corpus impetrado por um sacerdote, com objetivo de impedir a interrupção de uma gestação de feto anencéfalo:

 

(...) o dogmatismo religioso, e digo isso porque a decisão que motivou esse habeas corpus foi provocada - e não questiono as razões do impetrante - mas foi provocada por um sacerdote católico, que postulou a adoção de medida diametralmente oposta àquela perseguida por essa jovem gestante. (...) o dogmatismo religioso revela-se tão opressivo à liberdade das pessoas quanto a intolerância do Estado, pois ambos constituem meio de autoritária restrição à esfera de livre arbítrio e de auto-determinação das pessoas, que hão de ser essencialmente livres na avaliação de questões pertinentes ao âmbito de seu foro íntimo, notadamente em temas do direito que assiste à mulher, seja ao controle da sua própria sexualidade, e aí surge o tema dos direitos reprodutivos, seja sobre a matéria que confere o controle sobre a sua própria fecundidade.” (Mello, 2004, HC nº 84025-6)

 

 

O habeas em voga foi julgado prejudicado, visto a ocorrência de fato superveniente, quando da morte do feto antes da decisão da côrte.

Vejamos também o voto relatado na suprema corte pelo Ministro Joaquim Barbosa, consoante ao habeas corpus supramencionado:

 

(…) dizer-se criminosa a conduta abortiva, para a conduta em tela, leva ao entendimento de que a gestante cujo feto seja portador de anencefalia grave e incompatível com a vida extra-uterina está obrigada a manter a gestação. Esse entendimento não me parece razoável em comparação com as hipóteses já elencadas na legislação como excludente da ilicitude de aborto, principalmente porque estas se referem a interrupção de gestação de feto cuja vida extra-uterina é plenamente viável. A manutenção de uma gestação cujo feto é portador de anencefalia afeta gravemente o direito à vida digna da mulher. Este tabu ainda não foi vencido no Brasil porque encontra como obstáculo a forte influência do catolicismo na estrutura legal do país. Enquanto isso, muitas mulheres são submetidas à intensa tortura e ao longo sofrimento do período de gestação num caso de anencefalia, quando estão cientes de que geram uma criança que tão breve morrerá.” (Barbosa, 2004, HC 84025-6 RJ, DJ 25/06/2004, Ementário nº 2157-2, p. 354).

 

 

Todavia, não é somente em questões relativas ao aborto que encontramos a religião como obstáculo. O jornal americano The New York Times em sua edição de 30 de dezembro de 2005 publicou uma notícia sobre a proibição, na época, de uma vacina contra o vírus HPV nos EUA. O texto trazia como título “Forbidden Vaccine”, e explicava os motivos da proibição do uso do recurso médico. A ciência, outra vez, encontrava em seu caminho o grande obstáculo chamado religião. Houve intensa resistência à aprovação da vacina por parte dos membros do governo que eram conservadores cristãos, sob a alegação de que o vírus HPV servia para evitar que jovens e adolescentes tivessem relações sexuais antes do casamento. Em outras palavras, o vírus serviria como castigo e como exemplo moral de que não se deve praticar sexo antes do matrimônio.

O problema é que de acordo com o Center for Desease Control (Centro de Controle de Doenças), no mundo todo, cerca de 200 mil mulheres morrem todo ano de câncer cervical, doença causada pelo vírus HPV ou papilomavírus humano. Notamos aqui, mais uma vez, a ignorância causada pela fé, que entrava a ciência e retarda a expectativa de uma vida melhor para a humanidade.

Outro avanço científico que ainda encontra resistência do cristianismo, inclusive no Brasil, diz respeito ao estudo com células-tronco, como foi comentado anteriormente. Recapitulando, estas células são extraídas de embriões (com três dias de idade, em tubos de ensaio), e com elas é possível reproduzir qualquer parte do tecido humano. Seria possível, por exemplo, avançar significativamente em busca da cura de tumores malignos. Entretanto, os cristãos conservadores estão mais preocupados com a alma dos embriões de três dias de idade do que com as milhares de pessoas que aguardam com esperança por avanços na medicina que possibilitem curas. Para os religiosos, a alma de um embrião é pura, sem pecados, enquanto que aqueles que morrem de doenças certamente já possuem pecados, e portanto são almas impuras destinadas a queimar no inferno. Aliás, é complicado entender como algo imaterial (a alma) possa queimar no fogo.

Resta-nos saber se haverá resistência religiosa quando cientistas lograrem êxito na formulação de uma vacina contra a Aids. Se seguirem a “premissa do HPV”, já podemos antever o posicionamento cristão no debate.

Em se tratando da Aids, doença que mata homens e mulheres em todo o planeta, é de grande valia conhecermos o trabalho dos missionários cristãos no continente africano, o mais atingido pela doença. Sabe-se que eles pregam, acima de tudo, os valores bíblicos, obviamente. Desta feita, ensinam os africanos a não utilizarem preservativos, explicando que tal ação lhes permitirá a salvação junto ao Senhor. Muitos desses missionários nem imaginam o mal que estão cometendo, uma vez que estão tomados pela fé religiosa. Eles agem pela crença e não pela razão.

No entanto, basta analisarmos a disseminação da Aids na maioria dos países africanos para compreendermos a grandeza do prejuízo causado pela tal crença. Problemas como o aquecimento global também andam longe da preocupação dos cristãos, haja vista que acreditam e esperam ansiosos pelo apocalipse. Para muitos cristãos fervorosos, uma catástrofe mundial seria recebida com muita euforia, como o dia prometido pelo Senhor. Para nós, racionalistas, isso é ser alto-destrutivo.

Notas:

1 Entrevista com o Ministro José Temporão. Folha de São Paulo, 09/04/2007.

2 Monteiro, Mario F. G. & Leila Adesse. A Magnitude do aborto no Brasil: Uma análise dos resultados de pesquisa no Brasil. Instituto de Medicina Social do Rio de Janeiro: 2007.

3 Link: http://www.dhnet.org.br/direitos/sip/onu/doc/pequim95.htm

4 www.articulacaodemulheres.org.br

5 Sam Harris utiliza este exemplo no livro: HARRIS, Sam. Carta a Uma Nação Cristã. Companhia das Letras, 2008.

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Existe um Deus? (Bertrand Russell)  (Outros autores) escrito em sexta 25 junho 2010 16:43

 

Tradução: André Díspore Cancian




A questão da existência de Deus é de tal natureza que pode ser decidida a partir de bases muito diferentes por diferentes comunidades e diferentes indivíduos. A imensa maioria da humanidade aceita a opinião prevalecente em sua própria comunidade. Nos tempos mais remotos dos quais temos evidências históricas definidas, todos acreditavam em muitos deuses. Os judeus foram os primeiros a acreditar em apenas um. O primeiro mandamento, quando ainda novo, era muito difícil de obedecer porque os judeus acreditavam que Baal, Ashtaroth, Dagon, Moloch e o resto eram deuses reais, mas deuses maus porque ajudaram os inimigos dos judeus. Passar da crença de que tais deuses eram maus para a crença de que não existiam absolutamente foi um passo difícil. Houve um tempo, a saber, o de Antíoco IV, em que foi feito um vigoroso esforço para helenizar os judeus. Antíoco decretou que deveriam comer carne de porco, abandonar a circuncisão e tomar banhos. A maior parte dos judeus em Jerusalém submeteu-se, mas em locais campestres a resistência era mais ferrenha e, sob a liderança dos macabeus, os judeus finalmente estabeleceram o direito às suas peculiares doutrinas e costumes. O monoteísmo – que no começo da perseguição de Antíoco havia sido a crença de apenas uma parte de uma nação muito pequena – foi adotado pelo cristianismo e, posteriormente, pelo islã, de modo que se tornou dominante em todo o mundo localizado a oeste da Índia. Da Índia para o leste, não teve sucesso: o hinduísmo tinha muitos deuses; o budismo, em sua forma primitiva, não tinha nenhum; o confucionismo não tinha nenhum do século XI em diante. Todavia, se a veracidade de uma religião há de ser julgada pelo seu sucesso no mundo, então o argumento em favor do monoteísmo é muito poderoso, visto que este possuiu os maiores exércitos, as maiores marinhas e a mais grandiosa acumulação de riquezas. Em nossos dias, tal argumento está perdendo sua força. É verdade que a ameaça não-cristã do Japão foi derrotada. Mas o cristão agora está em face à ameaça de hordas de moscovitas ateus, e não está muito claro – como alguns poderiam desejar – se bombas atômicas serão um argumento decisivo em favor do teísmo.

Entretanto, abandonemos este modo político e geográfico de analisar as religiões, que tem sido progressivamente rejeitado pelos indivíduos pensantes desde o tempo dos gregos antigos. Naquele tempo já havia homens que não estavam satisfeitos em aceitar passivamente as opiniões religiosas de seus próximos, mas se esforçavam em considerações sobre o que a razão e a filosofia poderiam ter a dizer sobre o assunto. Nas cidades comerciais da Jônia, onde a filosofia foi inventada, havia livres-pensadores no século VI a.C. Eles tinham uma tarefa fácil em comparação aos modernos livres-pensadores, pois os deuses do Olimpo, apesar de inspiradores à imaginação poética, dificilmente eram o tipo de coisa que poderia ser defendida através do uso metafísico da razão pura. Eles eram conhecidos popularmente pelo orfismo (ao qual o cristianismo deve muito) e, filosoficamente, por Platão, do qual os gregos derivaram um monoteísmo filosófico muito diferente do monoteísmo político e nacionalista dos judeus. Quando o mundo grego foi convertido do cristianismo, ele combinou a nova crença com a metafísica platônica, e assim nasceu a teologia. Teólogos católicos, do tempo de Santo Agostinho até os dias de hoje, têm acreditado que a existência de um Deus único pode ser provada pela razão pura. Seus argumentos foram postos em sua forma final por Tomás de Aquino no século XIII. Quando a filosofia moderna começou no século XVII, Descartes e Leibniz retomaram os velhos argumentos de uma forma polida e, grandemente devido aos seus esforços, a devoção permaneceu intelectualmente respeitável. Mas Locke, apesar de ser, ele próprio, um cristão completamente convicto, minou as bases teóricas dos velhos argumentos, e assim muitos de seus adeptos, especialmente na França, tornaram-se ateus. Não tentarei adentrar toda a sutileza de tais argumentos filosóficos em favor da existência de Deus. Há, penso, apenas um deles que ainda possui peso aos filósofos, que é o argumento da Causa Primeira. Este argumento sustenta que, dado o fato de que tudo que acontece tem uma causa, então deve existir uma Causa Primeira a partir da qual toda a série iniciou-se. Este argumento sofre, todavia, do mesmo defeito do argumento do elefante e da tartaruga. Diz-se – não sei com quanta veracidade – que um certo pensador hindu acreditava que a Terra era sustentada por um elefante. Quando lhe perguntaram em que o elefante se sustentava, respondeu que era sobre uma tartaruga. Quando lhe perguntaram em que a tartaruga se sustentava, disse: “Estou cansado disso; mudemos de assunto”. Isso ilustra o caráter insatisfatório do argumento da Causa Primeira. Não obstante, poderemos encontrá-lo em alguns tratados ultramodernos de Física que defendem que os processos físicos, traçados regressivamente no tempo, demonstram que as coisas tiveram um início súbito, e inferem que isso se deve à criação divina. Eles abstêm-se cuidadosamente das tentativas de demonstrar que essa hipótese torna o assunto mais inteligível.

Os argumentos escolásticos para a existência de um ente supremo são agora rejeitados pela maioria dos teólogos protestantes em favor de novos argumentos que, a meu ver, não representam qualquer melhora. Os argumentos escolásticos foram genuínos esforços do pensamento e, se seus raciocínios tivessem sido sólidos, teriam demonstrado a veracidade de sua conclusão. Os novos argumentos, que os modernistas preferem, são vagos, e estes rejeitam com desprezo qualquer esforço para torná-los precisos. Há um apelo ao coração, como oposto ao intelecto. Não afirmam que aqueles que rejeitam os novos argumentos são ilógicos, mas que são destituídos de sensibilidade profunda ou senso moral. Contudo, examinemos os argumentos modernos e vejamos se estes realmente provam alguma coisa.

Um dos argumentos favoritos é o da evolução. Outrora o mundo era estéril e, quando a vida começou, era de um tipo pobre, consistindo de “gosmas verdes” e outras coisas pouco interessantes. Gradualmente, ao longo do curso da evolução, desenvolveram-se os animais e as plantas e, finalmente, o homem. O homem, asseguram-nos os teólogos, é um ser tão esplêndido que pode ser considerado a culminação desta evolução – da qual as longas eras de nebulosidade e gosmas verdes foram um prelúdio. Penso que os teólogos devem ter sido afortunados em seus contatos humanos. Não parecem, a meu ver, dar o devido peso a outros fatores, como Hitler. Se a Onipotência, com todo o tempo à sua disposição, julgou válido o esforço de guiar os homens através de milhões de anos de evolução, apenas posso dizer que os gostos moral e estético envolvidos são peculiares. Todavia, os teólogos, sem dúvida, esperam que o curso futuro da evolução produzirá mais homens como si próprios e menos homens como Hitler. Tomara que assim seja. Mas, ao acalentar esta esperança, estamos abandonando o solo da experiência e nos refugiando em um otimismo que a História, até aqui, não respalda.

Há outras objeções ao otimismo evolucionário. Temos todas as razões para pensar que a vida em nosso planeta não continuará eternamente, de modo que qualquer otimismo baseado no curso da história terrestre deve ser temporário, limitado a esse período de tempo. Evidentemente, é possível que exista vida em outros locais, mas, se existe, não sabemos nada a seu respeito e não temos motivos para supor que possui mais semelhança aos virtuosos teólogos do que a Hitler. A Terra é um pequeníssimo ponto no Universo. É um pequeno fragmento do sistema solar. O sistema solar é um pequeno fragmento da Via Láctea. E a Via Láctea é um pequeno fragmento dos muitos milhões de galáxias reveladas pelos telescópios modernos. Neste insignificante ponto do cosmos há um breve interlúdio entre dois longos períodos estéreis em vida. Neste breve interlúdio, há outro ainda mais curto que contém o homem. Se o homem é realmente o objetivo do Universo, o prefácio parece um pouco longo demais. Alguém pode se lembrar de um velhinho falante que conta uma interminável anedota enfadonha, até chegar à sua pequena conclusão. Não acho que os teólogos estariam demonstrando uma devoção razoável ao tornar tal comparação possível.

Superestimar a importância de nosso planeta sempre foi um dos defeitos dos teólogos de todos os tempos. Sem dúvida, isso era compreensivelmente natural nos dias antes de Copérnico, quando se pensava que os céus giravam em torno da Terra. Mas, desde Copérnico e, principalmente, desde a exploração moderna das regiões longínquas, esta preocupação com a Terra tornou-se um pouco paroquial. Se o Universo tivesse um criador, não seria muito razoável supor que estaria especialmente preocupado com o pequeno grão em que vivemos. E, se não estivesse, seus valores deveriam ser diferentes dos nossos, visto que na imensa maioria das regiões a vida é impossível.

Há um argumento moral para a crença em Deus, que foi popularizado por William James. De acordo com este argumento, devemos crer em Deus porque, caso contrário, não nos comportaríamos bem. A primeira e maior objeção a esse argumento é que, no melhor dos casos, não pode provar que há um Deus, mas apenas que políticos e educadores devem tentar fazer as pessoas pensarem que há um. É uma questão política, e não teológica, se isso deve ser feito ou não. Este argumento é do mesmo gênero daqueles que sustentam que as crianças devem ser ensinadas a respeitar a bandeira nacional. Um homem com um mínimo de religiosidade genuína não ficará satisfeito com a idéia de que a crença em Deus é útil; ele desejará saber se, de fato, existe um Deus. É absurdo pensar que as duas questões são a mesma coisa. Nas escolas infantis, a crença no papai Noel é útil, mas homens adultos não pensam que isso prova a real existência do papai Noel.

Visto que não estamos discutindo política, podemos considerar suficiente esta refutação do argumento moral, mas talvez valha a pena ir um pouco mais a fundo. Primeiramente, é muito duvidoso se a crença em Deus implica todos os efeitos morais benéficos que lhe são atribuídos. Muitos dos melhores homens da história foram descrentes; John Stuart Mill talvez sirva como exemplo. E muitos dos piores homens da história foram crentes; disso temos inúmeros exemplos – talvez Henrique VIII sirva como um.

Ademais, é sempre desastroso quando governos tentam sustentar opiniões por sua utilidade em vez de sua veracidade. Tão logo quanto isso é feito, torna-se necessária a censura para suprimir os argumentos opositores, e julga-se sábio desencorajar o pensar entre os jovens pelo temor de que surjam “idéias perigosas”. Quando tais malversações são empregadas contra a religião, como o são na URSS, os teólogos podem ver que são ruins, mas continuariam sendo ruins mesmo se empregadas em defesa daquilo que os teólogos julgam bom. A liberdade de pensamento e o hábito de dar peso à evidência são questões de importância moral muito maior do que a crença neste ou naquele dogma teológico. Nesta ótica, não há fundamentação para a idéia de que as crenças teológicas devem ser sustentadas por sua utilidade, sem consideração à veracidade.

Há uma versão mais simples e ingênua do mesmo argumento, que apela a muitos indivíduos. As pessoas dirão que, sem os consolos da religião, elas seriam intoleravelmente infelizes. Tanto quanto este argumento é verdadeiro, também é covarde. Ninguém senão um covarde escolheria conscientemente viver no paraíso dos tolos. Quando um homem suspeita da infidelidade de sua esposa, não lhe dizem que é melhor fechar os olhos à evidência. Não consigo ver a razão pela qual ignorar as evidências deveria ser desprezível em um caso e admirável noutro. À parte isso, o argumento da importância da religião em sua contribuição à felicidade individual é muito exagerado. Ser feliz ou infeliz depende de um número e fatores. A maioria das pessoas precisa de boa saúde e de alimento suficiente. Precisa da boa opinião de seu meio social e da afeição dos entes próximos. Não precisa apenas de saúde física, mas também de saúde mental. Dadas essas coisas, a maioria das pessoas será feliz, seja qual for sua teologia. Sem tais coisas, a maioria das pessoas será infeliz, seja qual for sua teologia. Pensando sobre as pessoas que conheci, não julgo que, em média, aquelas que possuíam crenças religiosas eram mais felizes do que aquelas que não as possuíam.

No que diz respeito às minhas próprias crenças, sou incapaz de discernir qualquer propósito no Universo, e ainda mais incapaz de desejar encontrar algum. Aqueles que imaginam que o curso da evolução cósmica está dirigindo-se lentamente a alguma consumação agradável ao Criador estão logicamente comprometidos – apesar de comumente não se aperceberem disso – à idéia de que o Criador não é onipotente ou, que se fosse onipotente, poderia decretar o final sem preocupar-se com os meios. Pessoalmente, não percebo qualquer consumação em direção à qual o Universo esteja se dirigindo. De acordo com os físicos, a energia se distribuirá gradualmente de modo mais homogêneo e, quanto mais homogeneamente distribuída estiver, mais inútil se tornará. Gradualmente, tudo que julgamos interessante ou agradável – como a vida e a luz – desaparecerá; pelo menos é o que nos dizem. O cosmos é como um teatro no qual apenas uma peça é apresentada; depois de as cortinas se fecharem, restará apenas um teatro gélido e vazio que, por fim, irá ruir. Não estou afirmando categoricamente que este é o caso. Isso seria equivalente a afirmar que temos mais conhecimento do que na realidade possuímos. Apenas digo que isso é o mais provável tendo em vista as evidências presentes. Não afirmo dogmaticamente que não há qualquer propósito cósmico, mas digo que não há sequer uma migalha de evidência em favor desta hipótese.

Direi ainda que, se há um propósito, e este propósito é o de um Criador Onipotente, então o Criador, longe de ser bondoso e compassivo, como nos dizem, é possuidor de um grau de maldade dificilmente concebível. Um homem que assassina uma pessoa é considerado um homem mau. Uma divindade onipotente, se existe, assassina todas as pessoas. Uma pessoa que, intencionalmente, afligisse outra com câncer, seria considerada diabólica. Mas o Criador, se existe, aflige muitos milhares a cada ano com esta terrível doença. Um homem que, possuindo o conhecimento e o poder necessários para tornar seus filhos bons, escolhesse, pelo contrário, torná-los maus, seria visto com execração. Mas Deus, se existe, faz esta escolha no caso de muitos de seus filhos. Toda a concepção de uma divindade onipotente à qual é errado criticar só poderia ter surgido nos despotismos orientais, onde os soberanos, apesar de suas caprichosas crueldades, continuavam apreciando a adulação de seus escravos. É a psicologia apropriada a este sistema político antiquado que ainda sobrevive na teologia ortodoxa.

Existe, é verdade, uma versão modernista do teísmo, de acordo com a qual Deus não é onipotente, mas está fazendo o melhor que pode, apesar das grandes dificuldades. Esta perspectiva, apesar de nova entre os cristãos, não é recente na história do pensamento. Pode, de fato, ser encontrada em Platão. Não penso que esta visão possa ser refutada. Tudo que pode ser dito a seu respeito, penso, é que não há qualquer razão positiva em seu favor.

Muitos indivíduos ortodoxos dão a entender que é papel dos céticos refutar os dogmas apresentados – em vez de os dogmáticos terem de prová-los. Essa idéia, obviamente, é um erro. De minha parte, poderia sugerir que entre a Terra e Marte há um pote de chá chinês girando em torno do Sol em uma órbita elíptica, e ninguém seria capaz de refutar minha asserção, tendo em vista que teria o cuidado de acrescentar que o pote de chá é pequeno demais para ser observado mesmo pelos nossos telescópios mais poderosos. Mas se afirmasse que, devido à minha asserção não poder ser refutada, seria uma presunção intolerável da razão humana duvidar dela, com razão pensariam que estou falando uma tolice. Entretanto, se a existência de tal pote de chá fosse afirmada em livros antigos, ensinada como a verdade sagrada todo domingo e instilada nas mentes das crianças na escola, a hesitação de crer em sua existência seria sinal de excentricidade e levaria o cético às atenções de um psiquiatra, numa época esclarecida, ou às atenções de um inquisidor, numa época passada. É costumeiro supor que, se uma crença é bastante difundida, então deve haver algo de razoável nela. Não penso que tal visão possa ser defendida por qualquer indivíduo que tenha estudado História. Praticamente todas as crenças de selvagens são absurdas. Nas civilizações antigas, talvez exista algo em torno de um por certo a respeito do qual haja algo a ser dito. Em nossos próprios dias... neste ponto preciso ser cauteloso. Todos sabemos que há crenças absurdas na URSS. Se formos protestantes, saberemos que há crenças absurdas entre os católicos. Se formos católicos, saberemos que há crenças absurdas entre os protestantes. Se formos conservadores, ficaremos pasmos com as superstições do partido trabalhista. Se formos socialistas, ficaremos espantados com a credulidade dos conservadores. Não sei, caro leitor, quais são suas crenças; mas, sejam quais forem, temos de admitir que nove décimos das crenças de nove décimos da humanidade são completamente irracionais. As crenças em questão são, obviamente, aquelas que você não possui. Não posso, deste modo, pensar que é presunçoso duvidar de algo que foi longamente tido como verdadeiro, especialmente quando esta opinião apenas prevaleceu em certas regiões geográficas, como é o caso de todas as opiniões teológicas.

Minha conclusão é que não há qualquer motivo para julgar que os dogmas da teologia tradicional são verdadeiros – e também nenhum motivo para desejar que fossem. O homem, desde que não esteja subjugado por forças naturais, é livre para construir seu próprio destino. A responsabilidade é sua, assim como a oportunidade.

 

Fonte: ateus.net


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Por uma educação laica  (Outros autores) escrito em sexta 13 novembro 2009 11:39

Ensino religioso obrigatório: um ataque à liberdade de toda população

Assinado no final de 2008, o acordo entre governo brasileiro e Vaticano permite uma infinidade de privilégios à Igreja Católica como o ensino religioso pago pelo estado

16 de agosto de 2009

 O “Acordo entre a República Federativa do Brasil e a Santa Sé Relativo ao Estatuto Jurídico da Igreja Católica no Brasil” é um texto revestido de formalidades diplomáticas mas que mascara um ataque frontal aos direitos democráticos da população de liberdade de consciência.

O documento parte do pressuposto que o Brasil é o país que concentra a maior população católica do mundo e que, portanto, faz-se necessário reconhecer o direito de desempenhar sua missão apostólica sob o ordenamento jurídico brasileiro, em outras palavras, adestrar a população em uma religião com a “benção” do Estado.

A proposição em questão trata de questões que abrangem não só o campo educacional, mas o de benefícios tributários, proteção aos lugares de culto e patrimônio, material e cultural e direitos ao planejamento urbano, o que representa um ataque não só a pluralidade de crenças no Brasil, como a própria liberdade política do País.

Não ao monopólio da consciência

O ensino religioso foi banido das escolas públicas no final do século XVIII..

A revolução burguesa, assim como antes dela a reforma protestante, lutou e derrubou o monopólio da Igreja Católica em nome da liberdade de consciência. A luta contra este monopólio foi um dos primeiros atos de afirmação da burguesia contra a sociedade feudal.

A religião protegida pelo enorme aparato repressivo do Estado é a tentativa de liquidar esta liberdade elementar. A força bruta, o estado, define qual é a consciência que o “cidadão” deve ter.

Em uma república democrática, caráter formal do estado brasileiro, a religião deve se restringir à esfera privada e utilizar os seus próprios meios para convencer as pessoas da sua validade.

A própria pretensão do Vaticano e dos padres brasileiros de impor a religião através do estado é uma pretensão brutalmente ditatorial e um atentado às mais elementares liberdades democráticas.

O fato de que esta operação é conduzida de maneira gradual não deve enganar ninguém sobre os seus verdadeiros objetivos e deve ser combatida desde já com a maior intransigência.

Não ao ensino religioso, opcional ou não

Até a reforma curricular e a instituição da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, em 1996, as leis educacionais tratavam o ensino religioso como uma disciplina a ser oferecida no período letivo regular do ensino fundamental. Para garantir uma suposta autonomia das escolas, permite apenas que elas possam escolher se oferecerão ou não a disciplina. A partir da nova LDB, o texto foi modificado para garantir a laicidade do Estado também na educação, garantindo a diversidade cultural, vedando de qualquer forma a tentativa de converter os estudantes a qualquer religião.

Na visita do papa Bento XVI ao Brasil, Lula alegou publicamente que caberia ao presidente da república consolidar a neutralidade diante do assunto". Entretanto, o documento de acordo entre Brasil e Vaticano foi mantido em segredo até 2008, quando, finalmente veio à luz as reais intenções de Lula e do papa nazista Ratzinger.

O laicismo defende a separação do Estado das Igrejas e comunidades religiosas, para garantir um estado de direito e igualdade, inclusive entre as religiões. O acordo até toca na questão, fazendo crer que este primeiro passo dado pela Igreja Católica é uma maneira de abrir caminho para outras religiões, no entanto nenhuma delas possui um estado, como o Vaticano, que as represente institucionalmente, fazendo do argumento uma completa farsa.

A única posição democrática, inclusive em relação às demais religiões, é a de que o ensino religioso deve se manter completamente fora das escolas públicas, seja ele obrigatório ou voluntário. As religiões que tratem, cada uma delas de educar os seus fiéis. Não cabe ao estado estabelecer nenhum monopólio e o ensino religioso é sempre a tentativa de estabelecer um monopólio, por mais “plural” que possa parecer.

Mesmo diante deste ataque, a esquerda nada fala a respeito, mas, pelo contrário, fortalece esta aliança entre dois opressores do povo, o Estado e a Igreja Católica.

Ao invés de travar uma ampla luta contra a dominação religiosa do Estado, permitem com que representantes do papa nazista tenham voz em ato, como aconteceu no Primeiro de Maio da Conlutas, ou do Psol e a representação do cristianismo no Senado, através de Heloísa Helena.

Anatoli Lunatcharski em, “A educação da Rússia Revolucionária”, enfatiza a importância da luta contra a Igreja em defesa da liberdade de consciência da classe operária, isso porque a religião é utilizada como ferramenta de contenção do movimento revolucionário: “A mais maligna das religiões ensina que o mundo é assim feito e que o pobre leva neste mundo uma vida de miséria para depois receber a grande recompensa do céu, e que, em contrapartida, se nos insurgirmos por pouco que seja contra o destino, seremos condenados a atrozes tormentos do além.”

Este acordo deve ser repudiado por toda a população, que travar uma luta contra o aumento da influência e poder que a Igreja Católica tem sobre o Estado brasileiro.

Não ao ensino religioso, opcional ou não!

Não ao acordo Brasil-Vaticano!

Por uma educação pública, gratuita, de qualidade e laica!

Por um Estado laico!

 

Fonte: www.pco.org.br

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Histórias extraordinárias!!!  (Sobre a bíblia) escrito em quinta 12 novembro 2009 16:45

A Bíblia Sagrada, O Velho Testamento, e o Enxofre Punitivo de Deus.

Ló e as filhas fugindo do enxofre jogado por Deus
sobre Sodoma e Gomorra, enquanto sua mulher
vira pilar de sal, por haver olhado para trás.

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Na destruição de Sodoma e Gomorra, Ló, sobrinho de Abraão, foi o escolhido para ser poupado junto com sua família por ser especialmente correto. Dois anjos foram enviados a Sodoma para avisar Ló e dizer que ele saísse da cidade antes da chegada do enxofre. Ló recebeu os anjos com hospitalidade, e então todos os homens de Sodoma reuniram-se em torno da casa dele e exigiram que Ló entregasse os anjos para que eles pudessem sodomizá-los. “Onde estão os homens que vieram para tua casa esta noite? Traze-os para que deles abusemos” (Gênesis 19, 5). A bravura de Ló ao recusar-se a ceder à exigência sugere que Deus deve até ter tido razão ao considerá-lo o único homem de bem de Sodoma. Mas a auréola de Ló fica manchada com os termos de sua recusa: “Rogo-vos, meus irmãos, que não façais mal; tenho duas filhas, virgens, e vo-las trarei; tratai-as como vos parecer, porém nada façais a estes homens, porquanto se acham sob a proteção de meu teto” (Gênesis 19, 7-8).

Por mais estranha que a história possa parecer, ela certamente nos indica alguma coisa sobre o respeito reservado às mulheres nessa cultura intensamente religiosa. No final, a oferta que Ló fez da virgindade de suas filhas mostrou-se desnecessária, pois os anjos conseguiram afastar os agressores cegando-os por milagre. Eles então advertiram Ló para que partisse imediatamente com sua família e seus animais, porque a cidade estava prestes a ser destruída. A família inteira escapou, com a exceção da pobre mulher de Ló, que o Senhor transformou num pilar de sal por ter cometido a ofensa – relativamente leve, seria de imaginar – de olhar para trás para ver os fogos de artifício.

As duas filhas de Ló fazem uma breve reaparição na história. Depois de a mãe delas ter sido transformada num pilar de sal, elas moram com o pai numa caverna, no alto de uma montanha. Carentes de companhia masculina, elas decidem embebedar o pai e transar com ele. Ló não percebeu quando sua filha mais velha chegou à sua cama ou quando saiu dela, mas não estava bêbado demais para engravidá-la. Na noite seguinte as duas filhas combinaram que era a vez da mais nova. Novamente Ló estava Bêbado demais para perceber, e a engravidou também (Gênesis 19, 31-36). Se essa família tão perturbada era o melhor que Sodoma tinha a oferecer em termos de princípios morais, dá até para começar a sentir certa solidariedade para com Deus e seu enxofre punitivo.

A história de Ló e os sodomitas ressoa de forma assustadora no capítulo 19 do livro dos Juízes, quando um levita (padre) não identificado, viajava com sua concubina em Jebus. Eles passaram a noite na casa de um velho hospitaleiro. Enquanto jantavam, os homens da cidade chegaram e bateram à porta, exigindo que o velho entregasse seu convidado “para que dele abusemos”. Praticamente com as mesmas palavras de Ló, o velho disse: “Não, irmãos meus, não façais semelhante loucura” (Juízes 19, 23-24).

O termo “humilhai-as” é especialmente aterrador. Divirtam-se humilhando e estuprando minha filha e a concubina desse padre, mas mostrem o devido respeito por meu convidado, que, afinal de contas, é homem. Apesar da semelhança entre as duas histórias, o desfecho foi menos feliz para a concubina do levita que para as filhas de Ló.

O levita a entrega à multidão, que a estupra coletivamente a noite inteira: “E eles a forçaram e abusaram dela toda a noite até pela manhã; e, subindo a alva, a deixaram. Ao romper da manhã, vindo a mulher, caiu à porta da casa do homem, onde estava o seu senhor, e ali ficou até que se fez dia claro” (Juízes 19, 25-26). De manhã, o levita encontra a concubina prostrada na porta e diz, com o que hoje consideraríamos de uma aspereza insensível: “Levanta-te, e vamos”. Mas ela não se moveu. Estava morta. Então ele “tomou de um cutelo e, pegando a concubina, a despedaçou por seus ossos em doze partes; e as enviou por todos os limites de Israel”. Sim, você leu certo. Pode olhar em Juízes 19, 29.

Caridosamente, atribuamos de novo tudo isso à esquisitice onipresente da Bíblia. De fato, a história não é tão completamente maluca quanto parece. Havia um motivo – provocar vingança – e deu resultado, pois o incidente causou uma guerra de desforra contra a tribo de Benjamim, na qual, como o capítulo 20 de Juízes ternamente registra, mais de 60 mil homens foram mortos.

Texto de Rodolfo Vasconcellos

Fonte: rodolfovasconcellos.blogspot.com

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Atenção homossexuais e bissexuais!!! (K.Stumpf)  (Notícias/Curiosidades) escrito em quinta 12 novembro 2009 11:30

Quero lhes apresentar a verdadeira "FONTE DO PRECONCEITO e da DISCRIMINAÇÃO": A crença demasiada, que promove e eleva o preconceito e as diferenças. Veja o texto abaixo, de conteúdo inscipiente, de carater ABSURDO, PRECONCEITUOSO, que faz analogia entre homossexualismo e doença, que não considera nem o fato de que os seus "heróis bíblicos", em grande parte, eram homossexuais, alguns até incestuosos. O material foi extraído de um site, que por ironia, acredito, é denominado www.grandesautores.com.br. Na íntegra:

"Pastor, sou evangélico e estou servindo a Deus por tanto tempo, contudo ainda tenho desejos homossexuais, como posso ser liberto?... Sou crente, mas luto com bissexualismo como posso ser curado?... Tenho cargo na igreja sou ministro e ainda de tempo em tempo caio nesse pecado, me sinto seco...? Sou casado, evangélico, mas sou viciado em pornografia e masturbação como posso ser liberto...? Sou mulher e penso em sexo com mulheres e sei que isso é pecado como posso ser liberto e curado?"

Essas e outras são perguntas freqüentes que recebo em meu email, pois sou conselheiro virtual. São milhares de evangélicos que estão padecendo de tais coisas e estão sendo oprimidos pelo o silencio e falta de solução para seus problemas. Isso se estende de membros a ministros a pastores. Ninguém está isento - ainda somos homens-fato que muitos falsos moralistas esquecem. Como eu disse em outro estudo: os crentes sofrem dos mesmos problemas que o mundo la fora sofre mas ninguém fala nada... Enquanto a oração e o jejum somente não são capazes de eliminar esse mal, Lideres fazem vista grossa por não terem respostas a tais problemas.

Vamos ser práticos. Este artigo está direcionado a homens e mulheres de Deus que sofrem ainda com o problema de homossexualismo (masculino e feminino) e bissexualismo.

Sou pastor e evangelista associado à Assembléia de Deus e ao Ministério Internacional Galeria de la Fé. Em meio tempo disponível, pois ainda não vivo sustentado pela obra (igreja) eu tenho trabalhado com terapia sexual cristã. Foi algo que comecei por sentir o Espírito de Deus me direcionando e para gloria de Deus o resultado tem crescido, pois são dezenas de pessoas que já se aconselharam pessoalmente comigo via email ou MSN e que sofrem de tais casos. Isso me levou a escrever mais sobre o tema.

* O QUE ME QUALIFICA PARA TRATAR DO ASSUNTO DE DESVIOS SEXUAIS?

O Espírito Santo, A palavra e minha própria experiência, pois já estive no mundo do bissexualismo. Dos 13 aos 20 anos eu estive envolvido ocasionalmente no sexo com homens, namorava mulheres, e tinha umas grandes lutas para deixar, casei e fui feliz com minha esposa e filha, mas a libertação veio somente depois dos 24 anos... GLÓRIA A DEUS O SENHOR DEPOIS DE MUITA LUTA ELE ME LIBERTOU. Sei dos sofrimentos, angústias, frustrações, e silêncio que acontecem na vida de toda pessoa confrontada com tal problema. VOCÊ NÃO PODE FALAR DE UM PROBLEMA COMO ESSE A MENOS QUE VOCÊ TENHA VIVIDO.


* PORQUE NASCI ASSIM?

VOCÊ TALVEZ PODERIA DIZER: "NÃo entendo pORQUE Deus, na sua infinita sabedoria, me fez assim?

Eu respondo: Não amado, Deus não equivocou NA SUA criação. DEUS NÃO TE FEZ ASSIM, ISSO SERIA UM ERRO E DEUS NÃO ERRA. Então como explico isso? Em poucas palavras vou tentar te dizer o que me tomaria horas para te mostrar num estudo. O PROBLEMA COMEÇOU NO MUNDO ESPIRITUAL CAUSADO POR SATANAS.

O PROBLEMA É QUE TODO SER HUMANO INDEPENDENTE DE RAÇA, SEXO, CULTURA... NASCE EM PECADO. O HOMEM NASCE ESPIRITUALMENTE MORTO DESCONECTADO DA VIDA ETERNA DE DEUS. ESTÁ NA NATUREZA DO HOMEM O PECADO DESDE A CAIDA DE ADãO. VoCê NASCEU ASSIM PORQUE SATANAS (O INIMIGO DE NOSSAS ALMAS) DESDE QUE INSERIU O PECADO NO MUNDO TEM POR META DESTRUIR TODAS AS ALMAS. NASCEMOS COM A INIQUIDADE EM NóS.

*O QUE CAUSOU VOCÊ NASCER ASSIM? COM TAIS DESEJOS E PENSAMENTOS?

Há UM IMENSO NúMERO DE VARIANTES QUE POSSA TER CAUSADO ISSO. todas as variantes estão conectadas ao pecado, porém não adianta falar que é um pecado. temos também analisar a raiz do pecado ou problema para tratar-lo com eficiência. a psicologia considera vários fatores que podem levar ao desenvolvimento do homossexualismo. TAIS CONCEITOS ASSOCIADOS AO PECADO NASCIDO NO HOMEM NOS FORNECEM razões aplausíveis para determinarmos algumas possíveis causas... POR EXEMPLO:

• CARêNCIA OU AUSêNCIA DE UMA FIGURA MASCULINA EM TUA INFâNCIA;
• UM PAI OU MãE ABUSADOR OU VIOLENTO;
• violência sexual na infãncia;
• uso e consumo de material pornografico na infância;
• CONFRONTAÇÃO DE PAIS na FRENTE dOS FILHOS,
• MALDIÇAO HEREDITARIA
• outros...

ESSA ULTIMA- maldição hereditária-GERALMENTE É O CASO NA MAIORIA DAS VEZES... POR PECADOS DE FAMILIA A MALDIÇÃO VAI PASSANDO DE GERAÇÃO A GERAÇÃO ATÉ QUE ALGUÉM NAQUELA FAMILIA DECIDA A LEVANTAR E ACEITAR A JESUS PARA QUEBRA-LA.

EXEMPLO DE UMA MALDIÇÃO HEREDITÁRIA. VOCÊ VÊ UMA FAMILIA ONDE A MÃE DIVORCIA... PASSA ANOS A FILHA CASA E DIVORCIA TAMBÉM... DEPOIS A FILHA DA FILHA CASA E O MESMO ACONTECE. O QUE É ISTO? É MALDIÇÃO. O POVO PENSA QUE ISSO E NORMAL, MAS NÃO É. SE VOCê ANALIZAR O PASSADO DAQUELA FAMILIA BEM AO FUNDO VOCÊ ENCONTRARÁ AS CAUSAS e verá isto como padrão no seio da familia.

OUTRO EXEMPLO: um AVÔ ERA ALCÓLATRA, e GERA UM FILHO que NÃO TEve PROBLEMA NENHUM COM ALCOOL, MAS AI A TERCEIRA GERAÇÃO DAQUELA FAMILIA O FILHO (NETO) VEM A SER ALCOLATRA... A MALDIÇãO SALTOU UMA GERAÇãO (O PAI), MAS VISITOU A OUTRA (O FILHO) LEIA DEUTERONOMIO 5:9...

HÁ MALDIÇÕES QUE SOMENTE SERÃO QUEBRADAS QUANDO A PESSOA VIER A JESUS E PASSAR POR UM PROCESSO PARA ROMPER TAIS COISAS. HOJE ENTENDO QUE ESSE FOI O MEU CASO.

VOLTANDO AO CASO DE HOMOSSEXUALISMO, TALVEZ UM ANTEPASSADO LONGE EM TUA FAMILIA foi MUITO PROMISCUO. POR EXEMPLO; MEU PAI ERA SUPER PROMISCUO, ADULTERO e viciado em PORNOGRAFIa e MULHERENGO... hojE considero que TUDO ISSO CAIU SOBRE MIM como consequência da iniquidade da minha familia. GLORIA A DEUS TODOS são CONVERTIDOS E LIBERTOS HOJE.

DE LONGE É IMPOSSIVEL EU TE AJUDAR A VERIFICAR A RAIZ.. A FONTE QUE POSSA TER CAUSADO O TORCIMENTO DA SUA ALMA.. POREM SE VoCê IDENTIFICA-LO FICA MAIS FACIL REVERTER O QUADRO.

MAS SAIBA QUE DEUS NãO TE CRIOU ASSIM. DESDE A ETERNIDADE ELE EM SUA INFINITA SABEDORIA SABIA QUE VoCê, POR CULPA DO PECADO QUE ESTA EM TODO SER HUMANO SERIA ASSIM POR UM TEMPO.. MAS DEUS TAMBEM SABIA DE UM PLANO DE REDENÇãO PARA VoCê... ELE SABIA DO DIA QUE VoCê VIRIA A TER UM ENCONTRO COM JESUS E QUE DURANTE ESSE PROCESSO DE TEMPO, ELE, POUCO A POUCO ESTARIA TRABALHANDO CONTIGO.

SAIBA QUE O DEUS QUE TE CHAMOU, ELE TAMBÉM TE ENTENDE. ELE NãO TE ACUSA, ELE TE DA O TEMPO NECESSáRIO PARA MUDAR PORQUE ELE CONHECE O TEU CORAÇAO, E NO TEU ESPIRITO, O QUAL NASCEU DE NOVO VoCê É RETO E PURO E hoje busca FAZER O CORRETO. POR ISSO DEUS TE HONRA...

CONTUDO É UM CONFLITO MUITO GRANDE PORQUE TEU ESPIRITO QUE AGORA ESTA CONECTADO COM DEUS NÃO SE AJUSTA A SUA ALMA (IRREGENERADA) QUE AINDA ESTA sob OS IMPULSOS NATURAIS DE UM INTELECTO NÃO TRANSFORMADO. DEUS TE AMA E ESTA TRABALHANDO NAO DESESPERE, COOPERE COM ELE.

INDIFERENTE DA FONTE OU CAUSA DO HOMOSSEXUALISMO/BISSEXUALISMO, O PROBLEMA AGORA É DA ALMA... O QUE É A ALMA?

"E o mesmo Deus de paz vos santifique em tudo; e todo o vosso espírito, e alma, e corpo, sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo."
(1 Ts. 5:18)

A ALMA É A PARTE DO HOMEM QUE É CONECTADA AO ESPIRITO HUMANO SENDO A RESPONSÁVEL PELO INTELECTO, EMOÇÕES E VONTADES. O ESPIRITO DO HOMEM NASCE DE NOVO MAS A ALMA PRECISA SER REGENERADA. VOCÊ NASCEU DE NOVO NO ESPIRITO (SOMOS ESPIRITO, CORPO E ALMA). SEU ESPIRITO ESTÁ NOVO (REGENERADO) E É POR MEIO DELE QUE DEUS TE VE E TRATA CONTIGO E É PELO TEU ESPIRITO QUE VOCÊ DEVE ADORAR A DEUS. CONTUDO SUA ALMA PRECISA SER REGENERADA (TRANSFORMADA) E É GERALMENTE AI ONDE MUITOS CRENTES TÊM O PROBLEMA POIS NAO TRATAM DA ALMA (INTELECTO, EMOÇÕES, VONTADES, SENTIMENTOS). RENOVE SUA MENTE E VOCÊ ALCANÇARA A VITORIA (DEPOIS TE ESCREVEREI ESPECIFICO SOBRE A MENTE).

VOCÊ FOI CHAMADO PARA SERVIR A DEUS COM TEU ESPIRITO.. "AQUELES QUE ADORAM A DEUS O ADOREM EM ESPIRITO E VERDADE". VOCÊ NÃO CAMINHA SEGUNDO SEUS SENTIMENTOS (ALMA) E SIM POR FE. QUE QUERO DIZER? Não PERMITA a TEU PRESENTE condição TE IMPEDIR DE SERVIR A DEUS. ENQUANTO DEUS ESTA TRABALHANDO POR TRAS EM TEU CRESCIMENTO ESPIRITUAL LEVANTE TUA CABEÇA E SAIBA QUE OS TEUS PENSAMENTOS (MENTE/ALMA) NÃO PODERÃO DETER A LEI DE DEUS QUE ESTA EM SEU ESPIRITO. você pode falhar hoje mas não será assim para sempre você esta em processo de recuperação. Alguns serão mais rapidos ou mais lentos. mas o importante e prosseguir adiante até que se conclua. afinal, deus não esta com pressa. (...)

(...) * EXISTE LIBERTAÇÃO OU CURA PARA HOMOSSEXUALISMO E BISSEXUALISMO?

Essa é a pergunta de um milhão de dólares. Bom existe libertação e cura para o homossexualismo, contudo é necessário determinarmos bem o que denominamos libertação e cura para tais casos.

São temas tão complexos que nem a psicologia e a ciência moderna conseguiram ainda dar um diagnostico completo sobre suas causas. Se virarmos ao meio cristão para encontrar respostas devemos ser até cautelosos considerando que ainda falta muita luz para esclarecimento sobre o tema que ainda e tabu, e o pouco que aparece é bem superficial e radical.

Em resumo o que podemos afirmar é que sim há solução para o homossexualismo, contudo é algo que ainda ficará muito para explicar. A melhor definição dos termos cura e libertação para tais casos são a seguinte:

Cura seria relacionada ao homossexualismo se ele fosse tratado como doença. Libertação seria o termino usado no caso se fosse obra demoníaca ou espiritual. Em outras palavras, cura ou libertação, é a solução que todos buscam para esses desvios sexuais.

Quando alguém diz que ele foi liberto ou curado, isso quer dizer que ele já não está baixo o domínio de tal pecado. Independente das causas a pessoa por meio de Deus, do Espírito Santo, da Palavra e da fé consegue chegar a um ponto onde já não se sentirá pressionada nem influenciada para cometer tais atos. Eu mesmo já há 7 anos vivo em vitória, em poder e em consagração com o senhor e minha esposa. Contudo quero que você leitor saiba de uma coisa:

Não existe uma libertação ou cura de homossexualismo onde o individuo ficará 100% livre dos pensamentos. Na maioria dos casos os pensamentos e desejos do passado ocasionalmente regressam e será necessário neste momento que a pessoa vigie, caso contrario estará um passo de cair se não resistir à tentação. Um pensamento não é pecado, mas se aquele pensamento não for erradico se tornará em breve uma nova fortaleza da mente levando o individuo ao cativeiro do mesmo pecado. A pessoa que falar que nunca mais sentiu desejos ou pensamentos sobre os atos de pecado que cometia no passado esta mentindo. Para análise você toma qualquer homem ou mulher na igreja. Um homem de Deus pode olhar para outra mulher na igreja e ate chegar a pensar em algo indevido, contudo ele jamais cometerá o ato pelo temor que ele tem a Deus.

O mesmo acontece com aqueles que alcançam a libertação da influência do homossexualismo. Mesmo que eles jamais voltem a cometer tais atos, isso não quer dizer que eles nunca serão tentados nas mesmas áreas. E para te falar a verdade o diabo de tempo em tempo criará oportunidades para que alguém caia no pecado, porém ele não forçará ninguém a cometê-lo. Todo pecado é consumado quando o ser humano considera os pensamentos e deixa-se influenciar pelos desejos naturais da carne. Essa luta so terminará quando chegarmos ao céu.

Em resumo: Sim há libertação e cura para homossexualismo. Seja demônios para uns ou doenças para outros, ou opção para alguns... Não importa! O que importa é que se alguém desejar sair dessa vida há saída, Jesus já nos proveu tal porta. Basta entender como o processo funciona.

* PASSOS E SUGESTÕES PARA LIBERTAÇÃO:

CADA CASO É UM CASO MAS VOU TE FALAR COM BASE NO QUE FIZ PARA MINHA LIBERTAÇÃO E SEI QUE DEUS OPERA DE MANEIRA SIMILIAR COM OUTROS.

"E, se o teu olho te escandalizar, arranca-o, e atira-o para longe de ti; melhor te é entrar na vida com um só olho, do que, tendo dois olhos, seres lançado no fogo do inferno." MATEUS 18:9
"Mortificai (MATAR CRUCIFICAR), pois, os vossos membros, que estão sobre a terra: a prostituição, a impureza, A AFEIÇÃO desordenada, a vil concupiscência, e a avareza, que é idolatria;" COLOSSENSES 3:5

VEJAS OS PASSOS QUE ADOTEI E TE ACONSELHO A ADOTAR:


1- IRMÃO E NECESSARIO VOCÊ COMEÇAR A ESFORÇAR, SACRIFICAR E DETERMINAR QUE VC QUER PARAR QUALQUER ATITUDE OU PENSAMENTO QUE SÃO CONTRARIOS A DEUS.. É POSSIVEL O HOMEM FICAR SEM SEXO... EU FIQUEI 4 ANOS SEM SEXO NENHUM... LEIA MEU TESTEMUNO E VOCÊ ENTENDERÁ O DESERTO QUE PASSEI. TOME O CONTROLE DE SUA MENTE E DETERMINE A NÃO SAIR COM NINGUÉM. SACRIFICAR A CARNE É ALGO QUE NÓS TEMOS QUE FAZER E NÃO DEUS.. ESTÁ EM NÓS O DEVER (COLOSSENSES 3:5)

2- ORE NO ESPIRITO: FORÇAS PARA NÃO FAZER OU PENSAR NO IMORAL SOMENTE VIRA COM MUITA ORAÇÃO NO ESPIRITO (ORAÇÃO EM LINGUAS). PARA MIM ESSE É O SEGREDO DA VITORIA. EU SO CONSEGUI MAIS FORÇAS PARA RESISTIR AOS DESEJOS QUANDO EU COMECEI A ORAR POR LONGOS PERIODOS EM LINGUAS. A PALAVRA DIZ QUE ISSO EDIFICA, FORTIFICA NOSSOS ESPIRITOS. FAÇA ISSO COMEÇE A TIRAR UM TEMPO PARA ORAR EM LINGUAS, NO ESPIRITO. (1 COrintios 14)

3- COMECE A FAZER JEJUNS DIáRIOS por curtos ou médios periodos. EU FAZIA JEJUNS DE MEIA NOITE ÀS 4 HORAS TODOS OS DIAS POR MESES. ISSO ME CAUSAVA TEMOR A DEUS PARA NãO PECAR E FORTIFICAVA MEU ESPIRITO PARA RESISTIR AS TENTAÇõES.. COMECE A FAZER DE POUCO A POUCO VoCê VERá QUE ISSO RESULTARá RáPIDO. LEIA por MAIS TEMPO A PALAVRA ENxeNDO TUA MENTE COM VERSICULOS E CONHECIMENTO DE DEUS PARA COMBATER os PENSAMENTOS.

4- DURANTE ESSES DIAS DE CONSAGRAÇãO EVITE CONTATO COM COISAS OU PESSOAS QUE POSSAM INFLUENCIAR SUA RECAIDA... CORTE INTERNET. ARTIGOS PORNO se tiver algum DESTRUA-OS... FAÇA O QUE FOR NECESSARIO. ELIMINE ATE CERTOS AMIGOS QUE TE POSSA INFLUENCIAR...

5- EVITE CONVERSAS E PAPOS NãO SANTOS... QUE TE LEMBRE O PASSADO OU O PECADO... É SACRIFICIO MESMO MAS VALE A PENA.

6- É IMPOSSIVEL IMPEDIR QUE UM PENSAMENTO VENHA A CABEÇA, MAS VoCê PODE IMPEDIR QUE ELE TE DOMINE.. PENSAMENTOS SUJOS REPREENDAM-OS IMEDIATAMENTE. Você TEM QUE APRENDER A DIScIPLINAR SUA MENTE. USE A PALAVRA PARA COMBATER os PENSAMENTOS... EXEMPLO: VEM DESEJO DE FAZER ISSO OU AQUILO COM HOMEM... LEMBRE A você MESMO DO QUE DEUS DIZ a respeito disso E REPREENDa A ESSES PENSAMENTOS DO DIABO...

7- FAÇA GUERRA ESPIRITUAL AO DIABO (PENSAMENTOS). ORE COM P0DER E AUTORIDADE. NãO TEMAS PORQUE NãO É TUA JUSTIÇA E SIM A DE CRISTO QUE ESTA EM TI. Peça ajuda de oração a algum irmão ou irmã que você confiar. não precisa revelar o que é se você não quiser mas se pode revelar faça-o isso te ajudará. mas busque alguém forte no espirito.

8- LEVANTE SUA ESTIMA. SIRVA AO SENHOR SABENDO QUE ELE NãO DEPENDE DA SUA PERFEIÇãO. NãO DEIXE O DIABO TE ACUSAR. se você pecou E CAIU, PEÇA PERDãO a deus sem demora, RECEBA-O EM Fé, então LEVANTE E DIGA A SATANAS UMA VEZ MAIS QUE VoCê é LAVADO NO SANGUE DO CORDEIRO E QUE ELE NãO PODE TE ACUSAR DO QUE JESUS já TE PERDOOU. LEMBRE-SE QUANDO MINISTRAR QUE VoCê ESTA BAIXO AO SANGUE E NãO PELA SUA JUSTIÇA.

BOM AMIGO COMECE A FAZER ESSAS COISAS EM ORDEM QUE TE FALEI POR AGORA E ME FALE... É IMPOSSIVEL EU TE MINISTRAR BEM POR texto MAS CREIO QUE O QUE TE FALEI E SUFICIENTE PARA COMEÇAR.

O SENHOR É CONTIGO E ELE TERMINARÁ A OBRA QUE COMEÇOU.
ABRAÇOS E SEJA LIBERTO NO NOME DE JESUS".


"Cônscio da existência de muitos compartilhadores desse pensamento preconceituoso, reafirmo que enquanto os seres humanos viverem para essa moral cristã, haverá discórdias e mixórdias provenientes das diferenças impregnadas pela crença demasiada, pois a moralidade religiosa se opõe aos verdadeiros instintos humanos " (K.Stumpf)     

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